Relação psicológica com o dinheiro

Qual sua rela­ção com o dinheiro ? O dinheiro para você é…

1. Um fator de ator­men­ta­ção interno ou Um fator que faz pensar  ?

2. Você usa o dinheiro para impres­si­o­nar e influ­en­ciar outras pes­soas, enfim para se sen­tir pode­roso e ganhar sta­tus, você ostenta a sua riqueza.

ou

Você esta con­for­tá­vel e à von­tade no mundo, pois você sabe que o ver­da­deiro poder e sta­tus vem de dentro.

3.Você junta dinheiro como um fim em si mesmo. Você gosta de ter dinheiro por si só.

Ou

Você valo­riza o dinheiro pelo que ele pode fazer.

4. Você é capaz de dis­tin­guir entre dese­jos mate­ri­ais e neces­si­da­des emocionais ?

5. Você se sente anci­oso, tenso e pre­o­cu­pado quando pensa sobre dinheiro.

Ou

Você esta rela­xado com rela­ção a dinheiro e pode pen­sar sobre ele de forma lógica.

6. Você des­con­fia das pes­soas em torno do seu dinheiro e sus­peita de que este­jam ten­tando se apro­vei­tar de você ?

ou

Você tem auto­con­fi­ança e uma boa auto-imagem. Você sabe que seus ami­gos gos­tam de você, não do seu dinheiro.

7. Você acu­mula dinheiro numa ten­ta­tiva de se proteger.

Ou

Seu desejo de pou­par é saudável.

8. Você tem difi­cul­dade para con­tro­lar seus gas­tos e tende a com­prar coi­sas impul­si­va­mente.  Você gosta de fazer apos­tas e jogar.

ou

Você é um bom admi­nis­tra­dor financeiro.

É só um texto para refel­tir um pouco do livro, Psi­co­lo­gia Econô­mica de Vera Rita de Mello Ferreira

Características comuns em super endividados

Carac­te­rís­ti­cas comuns em super endividados

Con­forme fala­mos no post ante­rior o que real­mente cria um super endi­vi­dado são os cha­ma­dos fato­res inter­nos e não situ­a­ções da vida. De fato durante minha expe­ri­ên­cia pro­fis­si­o­nal com endi­vi­da­dos, per­cebi que a mai­o­ria tem um per­fil muito pare­cido, um espé­cie de toque espe­cial que trans­forma qual­quer pequena dívida em um mons­tro impagável.

Con­vido você a par­tir de agora para conhe­cer algu­mas  carac­te­rís­ti­cas comuns aos super endi­vi­da­dos que expli­cam um pouco algu­mas pes­soas pare­cem ter um toque de midas ao contrário.

• Ime­di­a­tismo

Pes­soas super endi­vi­da­das, via de regra, são muito ime­di­a­tis­tas, pro­cu­ram solu­ções fáceis, rápi­das e deses­pe­ra­das, ado­ram um pro­messa mila­grosa, solu­ções que envol­vam pouco ou nenhum com­pro­misso pes­soal e mais do que isto solu­ções que venham em um passe de mágica.

Qual o resul­tado disto não se envol­vem nunca em uma solu­ção real­mente defi­ni­tiva , pois nada mais fácil do que rene­go­ciar uma dívida alta em uma ainda mais alta,  tudo para que sobre um pouco de dinheiro para o fim de semana.

Esta carac­te­rís­tica é tão comum em super endi­vi­da­dos que não é raro pes­soas endi­vi­da­das pro­cu­ra­rem um advo­gado, ajui­za­rem uma ação e pouco tempo depois – por­que não acon­te­ceu nada – irem atrás e outro advo­gado, e assim suces­si­va­mente, nunca espe­rando sequer o pri­meiro des­pa­cho do juiz para pro­cu­rar outro advo­gado. Só para se ter uma ideia do que falo vale con­tar uma história :

Em 2008 , mea­dos de dezem­bro  – o ver­da­deiro mês do cachorro louco –  perto do dia 15 che­gou ao meu escri­tó­rio um cli­ente com uma pasta com toda docu­men­ta­ção pronta para entrar com uma ação. Come­cei a con­ver­sar com ele, per­gun­tei se ele tinha alguma revi­si­o­nal con­tra aquele banco, afi­nal os docu­men­tos esta­vam 100% pre­pa­ra­dos para ajui­zar a ação, ele disse que não, mas achei aquilo estra­nho, pois a fora meus cli­en­tes da área jurí­dica nin­guém chega no escri­tó­rio com tudo tão pre­pa­rado. Assim, com uma pulga atrás da ore­lha resolvi pro­cu­rar o nome deste cli­ente no sis­tema pro­ces­sual do Tri­bu­nal de Jus­tiça, e qual foi a minha sur­presa ao des­co­brir que ele já havia entrando com a mesma ação no dia 5 de dezem­bro em uma comarca do inte­rior, no dia 10 na capi­tal, e agora no dia 15 estava me pro­cu­rar para entrar com a mesma ação !

Outra, que me acon­te­ceu ainda hoje, no dia que escrevo estas pala­vras. Um cli­ente, cuja ação eu havia ajui­zado há cerca de um mês, me enviou um e-mail cho­roso dizendo que que­ria desis­tir da ação de limi­ta­ção do des­conto em folha de paga­mento por­que aquilo não iria adi­an­tar nada, pois as deci­sões judi­ci­ais tinham sido todas des­fa­vo­rá­veis e afi­nal o meu pró­prio  con­trato  não garan­tia vitó­ria judi­cial, dei­xando evi­dente que aquilo não tinha como dar certo, e por tal ele iria no banco con­ver­sar com o gerente e ten­tar rene­go­ciar tudo nova­mente (tal­vez pela décima vez), e assim encer­rava soli­ci­tando que eu desse baixa no processo.

Ocorre caros lei­to­res que no mesmo momento em que rece­bia o email do cli­ente rece­bia tam­bém a comu­ni­ca­ção do Tri­bu­nal de Jus­tiça que a limi­nar havia sido defe­rida e que o banco não pode­ria mais efe­tuar des­con­tos no con­tra che­que deste cliente.

Agora ima­gina se eu tivesse rece­bido o email do cli­ente ontem.….

No pró­ximo post vere­mos mais carac­te­rís­ti­cas de pes­soas super endividadas.

De onde vem as minhas dívidas?

O Ini­cio da Cura

O pri­meiro passo para resol­ver qual­quer pro­blema é conhecê-lo a fundo. Em rela­ção ao endi­vi­da­mento não é dife­rente, assim, antes de tudo é neces­sá­rio que você conheça bem a doença, suas face­tas e acima de tudo entenda a sua parte no pro­cesso de cura. É esta a empresa que nos lan­ça­re­mos a par­tir de agora.

Ori­gem do Endividamento

Por mais mais sim­pló­rio que pareça des­co­brir a ver­da­deira ori­gem de seu endi­vi­da­mento tal­vez seja o passo mais impor­tante para recu­pe­rar a suas saúde finan­ceira, isto por­que conhe­cendo a ori­gem real do mal você poderá ata­car a causa da doença e não os seus sintomas.

Assim, no intuito de conhe­cer a ori­gem real de suas dívi­das ana­li­sa­re­mos os fato­res exter­nos e inter­nos que levam ao endividamento.

Endi­vi­da­mento oriundo de Fato­res Externos

Se diz que a dívida tem ori­gem em fato­res exter­nos quando ela se ori­gina de situ­a­ções emer­gên­cias tais como doen­ças, mor­tes, aci­den­tes, desem­prego, cri­ses econô­mi­cas, etc.; enfim, fato­res alheios à von­tade do ser humano, e que lhe obri­gam a gas­tar mais do que tem, de forma que a pes­soa acaba por fazer alguma espé­cie de emprés­timo para poder cobrir a emergência.

É aquela dívida que surge  quando o sujeito é obri­gado a gas­tar mais do que pode não por­que quer, mas por­que de fato pre­cisa e muito fazê-lo, é uma situ­a­ção na qual o sujeito não pode sequer esco­lher em gas­tar ou não gastar.

É o gasto com a filha doente no hos­pi­tal; com uma cadeira de rodas para mãe; com um remé­dio para o pai; é o emprés­timo tomado para com­prar comida por­que a mesma aca­bou. Não é enfim a dívida que se ori­gi­nou por­que o sujeito resol­veu tro­car de carro ou refor­mar a casa, por­que estas dívi­das tem ori­gem interna, na von­tade interna do sujeito em fazer aquilo, ao con­trá­rio das de ori­gem exter­nas que tem ori­gem em uma real  e urgente neces­si­dade maior e externa a von­tade do sujeito.

As dívi­das ori­gi­na­das por fato­res exter­nos, ao con­trá­rio do que o senso comum acre­dita, são as mais fáceis de resol­ver e cor­res­pon­dem a uma dimi­nuta par­cela dos casos de super endividamento.

Endi­vi­da­mento oriundo de Fato­res Internos

Os fato­res inter­nos são aque­les rela­ci­o­na­dos à natu­reza psí­quica do ser  humano, a maneira com que cada ser humano se rela­ci­ona com o mundo: seus sonhos, modo de orga­ni­za­ção pes­soal e fami­liar, conhe­ci­mento, espe­ran­ças, aspi­ra­ções, repre­sen­ta­ções soci­ais, enfim, o modo de vida de cada um.

Enfim é a dívida que foi ori­gi­nada pela von­tade cons­ci­ente ou incons­ci­ente do sujeito, é a dívida cujo bolo cres­ceu pelas pró­prias mãos do endividado.

A abso­luta mai­o­ria das dívi­das são ori­gi­na­das por fato­res inter­nos, e mais do que isto, mesmo quando uma dívida é gerada por fato­res exter­nos, são os fato­res inter­nos do indi­vi­duo (erros de aná­lise, des­con­trole,  vai­dade, etc) que aca­bam cri­ando o mons­tro do super endividamento.

De fato os fato­res inter­nos são tão mais impor­tan­tes no endi­vi­da­mento que pode­mos inclu­sive arro­lar uma série de carac­te­rís­ti­cas que se fazem pre­sen­tes em quase cem por­cen­tos dos indi­ví­duos super endi­vi­da­dos, de onde se con­clui que a dívida muito mais do que um pro­blema finan­ceiro a um pro­blema na forma de viver a vida.

Dívidas, uma doença?

Endividamento uma doença

Pla­tão dizia exis­tir as doen­ças da alma e as doen­ças do corpo. O endi­vi­da­mento é uma doença que se ins­tala na alma e acaba com o corpo.

É uma doença sor­ra­teira que começa de leve:  uma noite sem dor­mir ali, uma insô­nia aqui, até que um dia todo o corpo está tomado e a depres­são ins­ta­lada na alma,  levando a perda de auto-estima, des­truindo rela­ções soci­ais, empre­sas, car­rei­ras,  famí­lias e até  vidas.

Quem já pas­sou por isto sabe bem como é, no iní­cio é só um pro­blema entre você e o tra­ves­seiro, mas depois as liga­ções, as car­tas de cobrança, as nega­ti­vas de cré­dito, a cobrança fami­liar e as pres­sões soci­ais, vão levando  ao deses­pero e neste ponto, para sair do buraco, você acaba por criar uma dívida ainda maior do que a ante­rior para ten­tar sol­ver as obri­ga­ções urgen­tes, rene­go­ci­ando tudo, mas isto de nada adi­anta, pois  no mês seguinte tudo se repete, e assim suces­si­va­mente até o momento em que o cré­dito acaba e a roda da bici­cleta para de girar e o endi­vi­dado cai de cara no chão, ator­do­ado e sem saber o que fazer.

Neste está­gio a doença começa a dete­ri­o­rar as rela­ções soci­ais: casais con­fun­dem o pro­blema da dívida com os do rela­ci­o­na­mento e aca­bam se sepa­rando; sócios bri­gam, um colo­cando a culpa no outro e aca­bam com a empresa, levando uma leva de desem­pre­ga­dos para rua; empre­gos de anos são per­di­dos, pois o endi­vi­dado não con­se­gue mais se con­cen­trar no tra­ba­lho, e, de outra sorte as liga­ções  enchem a

Dívi­das, uma doença?

paci­ên­cia até mesmo de seu chefe; ami­gos e paren­tes se afas­tam com medo de serem mor­di­dos e infec­ta­dos pelo vírus; e na  mesa do endi­vi­dado não comem mais os paren­tes e ami­gos, mas tão somente os cre­do­res, os quais muni­dos de uma gula insa­ciá­vel não dei­xam mais do que miga­lhas para o enfermo.

Enfim com o pas­sar do tempo sur­gem toda sorte de com­pli­ca­ções e diante de tanta pres­são um qua­dro gene­ra­li­zado de estresse se ins­tala, debi­li­tando o orga­nismo, bai­xando a imu­ni­dade do endi­vi­dado e pro­pi­ci­ando o apa­re­ci­mento de doen­ças opor­tu­nis­tas, como depres­são, gri­pes, ago­ra­fo­bias, queda de cabelo, pres­são alta, gas­tri­tes, úlce­ras, infar­tos,  enfim toda sorte de dis­túr­bio orgâ­ni­cos, até mesmo, segundo alguns o câncer.

O Cân­cer, por exem­plo, surge como uma indi­ca­ção de pro­ble­mas em outras áreas da vida da pes­soa, agra­va­dos ou com­pos­tos de uma série de estres­ses que sur­gem de 6 a 18 meses antes de apa­re­cer o Cân­cer. Foi obser­vado que as pes­soas rea­gi­ram a esses estres­ses com um sen­ti­mento de falta de espe­rança, deses­pero, desis­tindo de lutar por uma vida melhor. Acredita-se que essa rea­ção emo­ci­o­nal dis­para um con­junto de rea­ções fisi­o­ló­gi­cas que supri­mem as defe­sas natu­rais do corpo, tornando-o sus­ce­tí­vel à pro­du­ção de célu­las anor­mais, devido a um dese­qui­lí­brio pro­fundo men­tal, hor­mo­nal, orgâ­nico e psicológico.(…)

Des­co­ber­tas recen­tes foram pri­mor­di­ais para paci­ente can­ce­roso, por­que suge­rem que efei­tos do estresse emo­ci­o­nal podem depri­mir o sis­tema imu­no­ló­gico, aba­lando as defe­sas natu­rais con­tra o Cân­cer e outras enfer­mi­da­des. Há mai­o­res pos­si­bi­li­da­des de que ocor­ram doen­ças após acon­te­ci­men­tos alta­mente estres­san­tes na vida da pes­soa. Quando uma pes­soa sofre dis­sa­bo­res emo­ci­o­nais, há um aumento não só das doen­ças reco­nhe­ci­da­mente sus­ce­tí­veis à influên­cia emo­ci­o­nal: úlce­ras, aumento da pres­são san­guí­nea, doen­ças car­día­cas, dores de cabeça, mas tam­bém de doen­ças infec­ci­o­sas, dores lom­ba­res e até acidentes.

( O Estresse e as Doen­ças Psi­cos­so­má­ti­cas, em http://www.icb.ufmg.br/lpf/revista/revista1/volume1_estresse/cap2_cancer.htm,  aces­sado em 11/01/2009)

 

Como se vê caros lei­to­res o endi­vi­da­mento não é só um fator finan­ceiro na vida da pes­soa, mas mais do que isto uma doença que pode arra­sar com a vida de qual­quer um.

De fato, tanto assim, que alguns paí­ses tra­tam o super endi­vi­da­mento como uma ques­tão de saúde pública, nos Esta­dos Uni­dos por exem­plo exis­tem ser­vi­ços dis­po­ni­bi­li­za­dos pelo governo, ONG, e pelo pró­prios Ban­cos que atuam no sen­tido de ori­en­tar pes­soas endi­vi­da­das a lidar com o pro­blema e sair desta situação.

Infe­liz­mente esta noção ainda não existe no Bra­sil, mas é urgente que o poder público, face ao aumento da oferta do cré­dito no mer­cado que hoje já supera 30% do PIB, (Pro­duto Interno Bruto), crie meca­nis­mos para o tra­ta­mento dos super endi­vi­da­dos, pois esta­mos  virando  uma nação de endi­vi­da­dos, de apo­sen­ta­dos e tra­ba­lha­do­res que não tem mais acesso aos seu salários.

Pois bem caro lei­tor  exposta a doença e o seu alcance, cabe dar a boa notí­cia de que ape­sar de grave, esta é uma doença per­fei­ta­mente curá­vel, sendo que o remé­dio para esta doença é o assunto dos  pró­xi­mos capí­tu­los deste livro, o qual pre­tende ser uma fer­ra­menta de auxí­lio não só para aque­les que se encon­tram endi­vi­da­dos, mas tam­bém para  quem por ques­tões pes­so­ais ou pro­fis­si­o­nal tenha inte­resse em conhe­cer melhor o assunto.

 

Bancos estimulam inadimplência e depois cobram caro por ela

Extraído do site www.terra.com.br

por Mar­celo Semer
De São Paulo (SP)

Todo dia 25, recebo a fatura de meu car­tão de cré­dito em duas folhas.

Na pri­meira, os gas­tos que tive durante o mês e o valor para pagá-los.

Na segunda, com letras gar­ra­fais, as várias opor­tu­ni­da­des que me são ofe­re­ci­das jus­ta­mente para que eu não faça o paga­mento. Ou ao menos que não pague tudo.

Lou­cura? Nada, puro cálculo.

Na tele­vi­são, entre outros anún­cios simi­la­res, assisto um famoso apre­sen­ta­dor mos­trando como é apra­zí­vel ser sur­pre­en­dido com uma festa. E o quanto é per­tur­ba­dor rece­ber uma sur­presa na fatura do car­tão de cré­dito. A solu­ção? Pagar ape­nas um valor fixo por mês, cerca de cinqüenta reais se tanto.

O comer­cial não explica em bom tom a que preço tere­mos este con­forto, nem o que fazer com as com­pras do mês seguinte.

E mesmo quando con­se­gui­mos ler entre as linhas ou ima­gens as peque­nas letras e notas de rodapé, des­tas e outras tan­tas pro­pos­tas que se mul­ti­pli­cam nas fatu­ras, é bem razoá­vel que ainda assim não enten­da­mos exa­ta­mente o que se passa.

Aquilo que pode pare­cer uma minú­cia à pri­meira vista, uns dois ou três por cento, cor­res­ponde no con­junto dos meses, a uma altís­sima taxa de juros anual, o mais alto valor cobrado no país por um emprés­timo pes­soal. Muito mais ele­vado, aliás, que o emprés­timo que faze­mos aos pró­prios ban­cos, nós mes­mos, quando dei­xa­mos dinheiro lá aplicado.

Cál­culo, puro cálculo.

Na hora de rece­ber o paga­mento dos car­tões, as ins­ti­tui­ções finan­cei­ras pre­fe­rem, para­do­xal­mente, que não o faça­mos. Pelo menos não de uma vez só. Por­que par­ce­lar, alon­gar, e até mesmo atra­sar, na pior das hipó­te­ses, sig­ni­fica, auto­ma­ti­ca­mente, con­trair novos empréstimos.

E os juros, com o tempo, podem repre­sen­tar mais do que o valor que havía­mos gasto com as com­pras do mês.

Até aí, sem gran­des novidades.

Assim fun­ci­ona a máquina do capi­ta­lismo. Ban­cos ven­dem dinheiro e nada mais atra­tivo do que fazer parecê-lo quase de graça.

Porém, todas as vezes que se ques­ti­ona o valor altís­simo dos juros dos emprés­ti­mos ban­cá­rios, espe­ci­al­mente os do limite do che­que espe­cial e dos car­tões de cré­dito, a expli­ca­ção é sem­pre a mesma: o juro é alto por­que a ina­dim­plên­cia é grande.

Ora, se a cada momento em que temos de pagar nos­sas dívi­das somos con­ti­nu­a­mente esti­mu­la­dos a não fazê-lo e con­trair outras, como as ins­ti­tui­ções finan­cei­ras podem enca­re­cer o dinheiro jus­ta­mente sob o pre­texto desta inadimplência?

Ao invés de esti­mu­lar o não-pagamento, mês após mês, ele­vando o pata­mar de deve­do­res, e por con­seqüên­cias as esta­tís­ti­cas da ina­dim­plên­cia, não seria o caso de con­ce­der estí­mu­los para o bom paga­dor, aquele que quita seu débito de uma só vez?

Nin­guém dúvida da impor­tân­cia do cré­dito como ala­vanca para a eco­no­mia. A sedu­ção de ter hoje algo pelo qual só se pagará ama­nhã, mesmo que a um preço maior, ade­mais, é de um pra­zer inco­men­su­rá­vel. As agru­ras do futuro não são páreo para as delí­cias do pre­sente. Edu­ardo Gian­netti bem expli­cou isso em seu “O Valor do Ama­nhã”. Não há cál­culo que ful­mine essa psicologia.

Mas que os perío­dos de cres­ci­mento con­tí­nuo não nos dei­xem esque­cer as lições do recente crash norte-americano, pro­vo­cado pela expan­são desen­fre­ada do cré­dito fácil e a nego­ci­a­ção em cadeia dos papéis incon­sis­ten­tes que geravam.

Ven­der sonhos é uma das mais anti­gas téc­ni­cas comer­ci­ais. Mas cobrar, às vezes, pode se trans­for­mar em grande pesadelo.

Do lado do con­su­mi­dor, a melhor estra­té­gia é esca­par de tan­tas ten­ta­ções, como o santo que des­con­fia da grande esmola que lhe ofe­re­cem. Afi­nal, as solu­ções ime­di­a­tis­tas sem­pre se reve­lam mais caras.

Por isso, caro lei­tor, se você aca­bou por sucum­bir às com­pras com o dinheiro de plás­tico no mês ante­rior, ao menos resista à oferta dos emprés­ti­mos para dei­xar o paga­mento para os meses seguintes.

Quando o car­teiro che­gar com a fatura, não hesite: relaxe e pague.
Fale com Mar­celo Semer: marcelo_semer@terra.com.br

Dinheiro é sujo (ética católica x ética protestante)

Tudo influ­en­cia a forma como admi­nis­tra­mos nosso dinheiro, nosso cos­tu­mes, nos­sos hábi­tos e nossa cultura.

Assim… vários cli­en­tes quando che­gam em meu escri­tó­rio me dizem:

“Dr. Eu nunca cui­dei deste negó­cio de dinheiro, tenho pavor desta mes­qui­nha­ria de ficar eco­no­mi­zando e fazendo conta”

Esta mani­fes­ta­ção na rea­li­dade reflete muito de nosso povo e de nossa cul­tura, explico:

Mui­tos soci­o­lo­gos e filó­so­fos nos últi­mos sécu­los tem ana­li­sa­dos as dife­ren­ças cul­tu­rais exis­ten­tes entre paí­ses cató­li­cos e de ori­gem pro­tes­tante, tal­vez o melhor livro que eu tenha lido sobre este assunto seja o do escri­tor ale­mão Max Weber cha­mado “A ética Pro­tes­tante e o espi­rito do Capi­ta­lismo”, neste livro o autor busca ana­li­sar como a filo­so­fia de vida de cató­li­cos se dife­ren­cia daquela dos pro­tes­tan­tes e como isto se encaixa no capitalismo.

Nesta busca das dife­ren­ças o autor ana­lisa a con­cep­ção de sal­va­ção des­tas duas religiões.

Na cul­tura cato­lica – na qual nós bra­si­lei­ros fomos cri­a­dos – sem­pre ten­de­mos a enten­der o dinheiro como uma coisa suja, quase um pecado, deve­mos acu­mu­lar o mínimo e nunca fazer demais, até mesmo por­que após a morte tere­mos o reino do céus e se pecar­mos aqui na terra estas por­tas não serão aberta, e ava­reza é pecado, e cobiça tam­bém, e luxu­ria, e etc… sendo que:

  • “Cai­xão não tem gaveta”
  • “Feli­zes os pobres… o reino de Deus lhe pertence”.

Já na cul­tura pro­tes­tante, o sujeito esco­lhido por Deus é aquele que desem­pe­nha o melhor em sua vida, que busca a ple­ni­tude de seu ser na terra, que rea­liza o melhor tra­ba­lho, que cuida de sua famí­lia, que admi­nis­tra bem as as suas finanças.

  • “dinheiro gera dinheiro e que con­se­gue juntá-lo poderá dar uma vida melhor as seus descendentes”
  • “tempo é dinheiro”
  • “Aquele que mata uma porca de cri­a­ção, des­trói todos os filhos dela até a milé­sima geração. Quem mata uma coroa (dinheiro), des­trói tudo o que ele pode­ria ter produzido.”

Pois bem: Alguns paí­ses cató­li­cos: Bra­sil, México, Argen­tina, Uru­guai; Alguns paí­ses pro­tes­tan­tes: Esta­dos Uni­dos, Ingla­terra, Alemanha.

É claro que isto não explica tudo e nem é uma ver­dade uni­ver­sal, os japo­ne­ses não são cató­li­cos nem pro­tes­tan­tes e são ricos, e de outro lado já exis­ti­ram paí­ses cató­li­cos ricos e pro­tes­tan­tes pobres.

Não obs­tante, uma coisa com cer­teza é ver­dade, quem é cri­ado ouvindo e apren­dendo que dinheiro é uma coisa suja e que rico não vai para o céu com cer­teza não terá a mesma ale­gria em admi­nis­trar o seu dinheiro que um pes­soa que desde pequena aprende que o esco­lhido por Deus sabe cui­da­dar de suas contas.

Mas ai você vai me dizer, mas Gabriel, o que tudo isto tem a ver com as minhas dívidas ?

E a res­posta é: O quanto de pre­con­ceito você tem de falar de dinheiro ?  de con­tar dinheiro ? de eco­no­mi­zar ? de admi­nis­trar a sua vida finan­ceira como algo importante ?

Será que este pre­con­ceito é certo? Isto lhe faz bem ? A tal ética cató­lica foi cor­re­ta­mente interpretada ?

Acho que não, pois a igreja é humana é muito errou ao longo de sua his­tó­ria, veja que ainda hoje a igreja cató­lica é con­tra a cami­si­nha, e que na mesma época em que pre­gava que o pobre era o esco­lhido de Deus tam­bém colo­cava pes­soas no fogo por­que achava que elas eram bru­xas. Quem sabe ainda todo este Dis­curso de pobre esco­lhido por Deus não era só parte de um plano de man­ter uma massa de tra­ba­lha­do­res pobres e feli­zes, será que não, lem­bra que a igreja dizia que negros não tinham alma para jus­ti­fi­car a escravidão?

Bom, não tenho todas as res­pos­tas, mas em todo caso, sou muito em acre­di­tar naquela parte da Bíblia que afirma que deve­mos sem­pre cons­truir as coi­sas sobre bases sóli­das, e entendo que ter con­trole finan­ceiro e esta­bi­li­dade econô­mica é fun­da­men­tal para que nos­sas famí­lias tenham segu­rança e pos­sam triun­far em tem­pos difi­ceis, neste sen­tido veja­mos o que nos diz o evan­ge­lho de Mateus 7:24–27

Todo aquele, pois, que escuta estas minhas pala­vras, e as pra­tica, assemelhá-lo-ei ao homem pru­dente, que edi­fi­cou a sua casa sobre a rocha

E des­ceu a chuva, e cor­re­ram rios, e asso­pra­ram ven­tos, e com­ba­te­ram aquela casa, e não caiu, por­que estava edi­fi­cada sobre a rocha

E aquele que ouve estas minhas pala­vras, e não as cum­pre, compará-lo-ei ao homem insen­sato, que edi­fi­cou a sua casa sobre a areia;

E des­ceu a chuva, e cor­re­ram rios, e asso­pra­ram ven­tos, e com­ba­te­ram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

Assim meus ami­gos, ao meu ver parece que a biblia é muito clara em afir­mar que deve­mos sem­pre dar os nos­sos pas­sos sobre bases sóli­das, seja na reli­gião, no amor, os nas finan­ças, pois assim demons­tra­mos nossa sen­sa­tes, logo me parece que Deus não aprova a misé­ria humana, muito pelo con­trá­rio ele con­si­dera um homem sen­sato aquele que pos­sui bases sóli­das – em todos os sen­ti­dos — que não se aba­lam em tem­pes­ta­des, o que não quer dizer que tenha­mos de ser ganan­ci­o­sos ou algo do tipo, mas que sim­ples­mente deve­mos nos pre­o­cu­par em viver a nossa vida e cons­truír­mos nos­sas famí­lias em um ambi­ente con­fiá­vel e seguro.

Salário Retido

Banco Itaú condenado por reter aposentadoria para pagamento de saldo devedor

A 17ª Câmara Cível do Tri­bu­nal de Jus­tiça de Minas Gerais (TJMG) deci­diu que o banco Itaú S/A deve pagar inde­ni­za­ção por danos morais e mate­ri­ais a uma cor­ren­tista, no valor de R$ 9.630,00.

A con­de­na­ção se deve ao fato do banco ter efe­tu­ado saques efe­tu­a­dos na conta cor­rente de sua cli­ente até o limite do che­que espe­cial, de forma que quando o dinheiro da apo­sen­ta­do­ria da cli­ente entrou não conta ela nada recebeu.

Após a deci­são da 17ª Câmara, o banco terá que pagar R$ 5 mil por danos morais e R$ 4.630,00 por danos mate­ri­ais, além das cus­tas advocatícias.

As par­tes che­ga­ram a par­ti­ci­par de uma audi­ên­cia de con­ci­li­a­ção, mas não obti­ve­ram acordo. O Itaú S/A alega, con­forme infor­ma­ções do pro­cesso, não haver no caso con­duta ilí­cita de sua parte, atri­buindo à autora a res­pon­sa­bi­li­dade pelos aces­sos a sua conta, afir­mando ainda que o car­tão da conta cor­rente e senha são de uso pes­soal e intrans­fe­rí­vel. O desem­bar­ga­dor Luci­ano Pinto, rela­tor do pro­cesso, con­si­de­rou, entre­tanto, que cabia à ins­ti­tui­ção ban­cá­ria garan­tir a segu­rança do sis­tema. O magis­trado pon­de­rou que o Código de Defesa do Con­su­mi­dor (CDC) atri­bui res­pon­sa­bi­li­dade obje­tiva ao for­ne­ce­dor de ser­vi­ços e, assim, para que haja o dever de inde­ni­zar, basta que se revele o defeito na pres­ta­ção do ser­viço, o dano e o nexo de cau­sa­li­dade entre eles, inde­pen­dente da apu­ra­ção de culpa.
A citada lei prevê duas hipó­te­ses em que é afas­tada a res­pon­sa­bi­li­za­ção do for­ne­ce­dor, que são a prova da ine­xis­tên­cia do defeito e a culpa exclu­siva da vítima ou de ter­ceiro, sendo do for­ne­ce­dor, em ambos os casos, o ônus da prova. Como aponta o pro­cesso, ape­sar de a ins­ti­tui­ção ter apre­sen­tado em sua defesa o argu­mento de que a cli­ente fez uso do car­tão da conta cor­rente e da senha de forma negli­gente ou atra­vés de um pro­grama espião, ins­ta­lado em seu com­pu­ta­dor, nada disso foi capaz de pro­var. Ainda mais, con­forme rela­tou Luci­ano Pinto em seu voto, “em nenhum momento fez a autora refe­rên­cia a tran­sa­ções desta natu­reza ou a tais fatos, mas, ape­nas, a saques efe­ti­va­dos em sua conta cor­rente à revelia”.

Vota­ram de acordo com o rela­tor os desem­bar­ga­do­res Már­cia de Paoli Bal­bino e Lucas Pereira.

Código de Defesa do Consumidor

O desem­bar­ga­dor Luci­ano Pinto infor­mou no pro­cesso que a apli­ca­ção do Código de Defesa do Con­su­mi­dor aos con­tra­tos rea­li­za­dos por ins­ti­tui­ções finan­cei­ras é pos­sí­vel, vez que as ins­ti­tui­ções ban­cá­rias se enqua­dra­ram no con­ceito de pres­ta­do­ras de ser­vi­ços, nos ter­mos do art. 3º, § 2º, do CDC: “§ 2° Ser­viço é qual­quer ati­vi­dade for­ne­cida no mer­cado de con­sumo, medi­ante remu­ne­ra­ção, inclu­sive as de natu­reza ban­cá­ria, finan­ceira, de cré­dito e secu­ri­tá­ria, salvo as decor­ren­tes das rela­ções de cará­ter trabalhista.”

Tam­bém há súmula do STJ a res­peito, de número 297, que resolve: “O Código de Defesa do Con­su­mi­dor é apli­cá­vel às ins­ti­tui­ções financeiras”.

Pro­cesso: 1.0145.07.409538–4/002

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Conta Sal'rio

Conta Salário — liminar determina que banco transfira o valor sem a cobrança de taxa

Faz algum tempo publi­ca­mos no saite www.clicdireito.com.br um texto infor­mando sobre os direi­tos advin­dos da conta salá­rio e lá men­ci­o­na­mos que o tra­ba­lha­dor tem direito a que o direito a trans­fe­rên­cia de seu salá­rio para sua conta salá­rio — mesmo que em banco diverso sem o paga­mento de qual­quer quan­tia. (http://www.clicdireito.com.br/textos/detail.asp?iNews=22&iType=2)

Pois bem, o TJRS (Tri­bu­nal de Jus­tiça do Rio Grande do Sul) publi­cou  no dia 24÷07÷09 notí­cia infor­mando que a Juíza Annie Kier Heryn­kopf, da 1ª Vara Judi­cial de Gua­poré, con­ce­deu limi­nar para deter­mi­nar que o Ban­ri­sul rea­lize a trans­fe­rên­cia dos ven­ci­men­tos de ser­vi­dora pública muni­ci­pal para sua conta em outro banco, no mesmo dia de sua dis­po­ni­bi­li­za­ção e sem a cobrança de taxa.

Segundo a autora, o Ban­ri­sul, banco no qual são depo­si­ta­dos seus ven­ci­men­tos, negava-se a trans­fe­rir os valo­res para sua conta junto a Caixa Econô­mica Fede­ral de forma gra­tuita. Enfa­ti­zou que a ins­ti­tui­ção está des­cum­prindo o dis­posto da Reso­lu­ção nº 3.402÷06 do Con­se­lho Mone­tá­rio Naci­o­nal (CMN).

Res­sal­tou a Juíza Annie Heryn­kopf que o con­trato de venda da folha de paga­mento dos ser­vi­do­res das Pre­fei­tu­ras do Estado assi­nado pelo banco Esta­dual e a FAMURS deter­mina que ser­vi­ços de paga­mento de salá­rios sejam pres­ta­dos pelo Ban­ri­sul, na forma esta­be­le­cida nas Reso­lu­ções do CMN. Apon­tou que no artigo 2ª, inciso II, Reso­lu­ção nº 3.402÷06 do Con­se­lho deter­mina que a “a ins­ti­tui­ção finan­ceira con­tra­tada deve asse­gu­rar a facul­dade de trans­fe­rên­cia, com dis­po­ni­bi­li­dade no mesmo dia dos cré­di­tos para conta de depó­si­tos de titu­la­ri­dade dos beneficiários (…)”.

Para a magis­trada está pre­sente a veros­si­mi­lhança na ale­ga­ção da deman­dante e jus­ti­fi­cado receio de dano de difí­cil repa­ra­ção, “uma vez que estão sendo cobra­das tari­fas ban­cá­rias des­ne­ces­sá­rias”. A Juíza deter­mi­nou, em limi­nar, que o banco dis­po­ni­bi­lize no mesmo dia o total dos ven­ci­men­tos da ser­vi­dora, facul­tando a trans­fe­rên­cia via DOC ou TED, sem cobrança de tari­fas, em conta da CEF.

O pro­cesso segue tra­mi­tando na Comarca de Gua­poré. Proc. 10900023426

Deci­sões nes­tes sen­tido vem for­ta­le­cer a lei, deve-se res­sal­tar que na semana pas­sada nosso escri­tó­rio con­se­guiu uma limi­nar obri­gando o banco ori­gi­nal a devol­ver a parte do salá­rio que reteve a título de paga­mento de dívi­das antes de trans­fe­rir para o novo banco, mas esta his­tó­ria vai ser objeto de outra notícia.

dividas

Como ajudamos pessoas super endividadas

Assim como você exis­tem hoje no Bra­sil milhões de pes­soas super endi­vi­da­das, cida­dãos que não tem mais acesso aos seus salá­rios, cujos ren­di­men­tos sim­ples­mente não tem mais con­di­ções de alcan­çar o valor das dívi­das e que devido a tudo isto sim­ples­mente esque­ce­ram o sig­ni­fi­cado da pala­vra tranquilidade.

Após anos tra­ba­lhando com revi­si­o­nais sabe­mos que sim­ples­mente ajui­zar ações judi­ci­ais não vão resol­ver seus pro­ble­mas, e muito menos devol­ver o seu sono, por isto que em nosso escri­tó­rio uti­li­za­mos como método de tra­ba­lho uma adap­ta­ção do que no exte­rior é cha­mado de ‘cre­dit con­su­ling’, o qual busca mais do que resol­ver o sin­toma “dívida” aca­bar com as cau­sas que lhe leva­ram ao super endividamento.

Para tanto o nosso tra­ba­lho não se reduz ao ajui­za­mento de pro­cesso, mais do que isto aju­da­mos a pes­soa a lidar com o dia a dia do endi­vi­da­mento, a fim de que ela con­siga recu­pe­rar a sua tranqüi­li­dade, para tanto usa­mos vários méto­dos como por exem­plo o acom­pa­nha­mento men­sal de todas as des­pe­sas e con­tas a fim de tra­çar um per­fil de pagamentos.

Além disto assu­mi­mos todo o con­tato com os cre­do­res, pois nin­guém con­se­gue ficar em paz com o tele­fone tocando a cada 10 minutos.

Logi­ca­mente que tam­bém ajui­za­re­mos ações judi­ci­ais e não só aque­las que lhe per­mi­tam redu­zir as suas des­pe­sas men­sais para equa­li­zar o seu orça­mento, mas tam­bém ações que pos­sam lhe tra­zer algum bene­fí­cio econô­mico a fim de que você possa ter de onde tirar dinheiro para pagar as dívidas.

Para­le­la­mente ao ajui­za­mento de ações tam­bém bus­ca­re­mos a rea­li­za­ção de acor­dos com os cre­do­res, visto que o que se quer não é obter ganho em ações judi­ci­ais mas aca­bar com as suas dívidas.

Por fim e tal­vez o mais impor­tante atra­vés de encon­tros men­sais que ire­mos rea­li­zar em nosso escri­tó­rios ire­mos ao longo do cami­nho lhe trei­nar e ensi­nar a nunca mais cair em arma­di­lhas que lhe levem ao super endividamento.

Logi­ca­mente cobra­mos por isto, mas sem­pre de forma que não seja­mos mais uma dívida para o cli­ente, mas ver­da­dei­ra­mente uma solução.

Cabe dizer ainda que de nosso tra­ba­lho nas­ceu o livro “Estou Endi­vi­dado, e agora?” Um roteiro para uma vida melhor, o qual se encon­tra para ven­der nas livra­rias de todo o país e pode até mesmo ser com­prado via inter­net, no qual expli­ca­mos para aque­les que não podem vir até o nosso escri­tó­rio todos os pas­sos que devem ser segui­dos para que a pes­soa con­siga reto­mar a sua vida e sair desta doença cha­mada endividamento.

Se tive­res inte­resse em nosso ser­viço você pode ligar para o nosso escri­tó­rio no tele­fone (51) 3023–8685 e agen­dar uma consulta.

Qual­quer dúvida envie um e-mail para contato@clicdireito.com.br.

Um roterio para uma vida melhor – blog mantido pelo site ClicDireito – Direitos do Cidadão